Essa pra mim é uma das partes mais difíceis na hora de desenvolver um coleção.. Pode ser que eu fale besteira, ou não, mas eis o que eu sei:
Quando voce vai desenvolver uma coleção voce tem que saber bem quais as tendências para a estação do segmento que você vai trabalhar. Para saber as tedências do “futuro”, ou seja, de coleções que ainda não foram lançadas no Brasil, para nós é mais fácil. Basta pesquisar os desfiles lançados lá fora, já que eles estão uma estação adiantados.
Para pesquisar esses desfiles eu, pelo menos, acesso o Style.com que voce encontra vááárias estações e vááárias marcas desfilando.
Além disso, existem as tendências de “fenômenos” que estão acntecendo agora, ou que estão pra acontecer. Seriam tendências mais comportamentais. Por exemplo: há um tempo atrás sabia-se que a “próxima novela das ” seria sobre a índia, logo a cultura indiana ia estar em todo lugar, então presumia-se que roupas seguindo essa linha (sempre dependendo do seu público-alvo) iam ser bem aceitas.
Este ano teve a morte do Michael Jackson. Eu presumo que, então, vai ter muita referência dele sendo revivida daqui pra frente, com livros sendo lançados, filmes, documentários, etc.
E por aí vai… pesquisar tendências é muito dificil, porque chega uma hora que voce fala “mas meu deeeeus, tudo é tendência”, mas existem as cores mais apostadas e as formas mais exploradas.
Quando você trabalha com as tendências, eu acho válido considerar as tendências que você, particularmente, vai explorar na sua coleção.
Um exemplo: O meu segmento da coleção atual é “Moda Praia”, o meu tema é “Beatriz – O Grande Circo Místico” (lançado em 1983) e o meu público alvo são mulheres retrô! As tendências nas quais eu vou pautar meu trabalho fazem referência direta aos anos 80 (tendência forte para o próximo invermo). Eis uma parte da minha pesquisa de tendência:
Enquanto economicamente o Brasil passava pela “década perdida”, paradoxalmente, as roupas procuraram expressar justamente o contrário: alegre, esportiva, versátil, divertida e ao mesmo tempo, sofisticada, sensual e ousada, reflexo, talvez, da abertura democrática A ambiguidade foi um traço marcante desta moda: estampas de oncinha, cores cítricas, ombros largos, pernas longas, cortes de cabelo assimétricos e acessórios “fake” conviviam com discretos tailleurs e com roupas de moletom e cottonlycra recém-saídas das academias. E são estas características que estão presentes em muitas das coleções do inverno.
Durante os anos 80 houve uma rebuscagem, principalmente na arquitetura, da Art Déco – movimento incorporado nas mais diversas manifestações artísticas que não se preocupa com a funcionalidade das coisas. Art Déco leva ao cubismo, que da mesma forma não se preocupa com a aparência real das coisas e abusa das mais variadas formas geométricas. Estas são as tendências que serão primordialmente exploradas na coleção em questão.

Resumindo: Anos 80, Art Déco, Cubismo, Formas Geométricas.


Não vou mentir, ando muito sem tempo de escrever… dois cursos, uma coleção, uma monografia, o trabalho e uma coluna nao tao sendo faceis… sendo assim unirei o util ao agradabilisimo.


ER = R e TÉ = T, ou seja, as iniciais de Romain de Tirtoff, que se transformaram no auto-atribuído apelido desse talentoso pintor russo do século XX.
um ilustrador de moda muito bem-sucedido por 22 anos.
“Alta, ossuda e de pés excessivamente grandes para se tornar uma estrela” era o que falavam de Audrey Hepburn-Ruston, a atriz e modelo belgo-britânica que está logo ali em cima, na apresentação desse blog.

Talvez os grandes números da indústria da moda no Brasil não sejam o suficiente pra argumentar porque a moda não é fútil como muitos julgam por ai. Mas eles são ao menos importantes para mostrar a relevância do setor do estilo para a economia do país, e possível de comparação á qualquer outra indústria tão movida a tendências como a da Moda.
Promoção de Exportações e Investimentos) mostra que, das empresas que compõe a indústria da moda, “24% atuam no mercado de moda feminina e masculina, 19% no de moda praia, 12% em lingerie e underwear, 18% são da indústria têxtil, 10% de moda infantil e o restante de fitness, sportwear e surfwear. Com relação à região dos participantes, 66% estão na região Sudeste, 24% no Sul, 9% no Norte e Nordeste e 1% no Centro-Oeste”.
